Antes de ganhar espaço no mercado financeiro como analista CNPI e trader profissional, Nicholas Kawasaki viveu uma fase pouco conhecida de sua trajetória: a de jogador semiprofissional de Counter-Strike (CS). Nos anos 1990 e início dos anos 2000, quando os torneios ainda não tinham premiações relevantes, ele já competia em alto nível. “A gente ficou em segundo lugar em um campeonato patrocinado pela Intel. Foi uma experiência muito legal”, relembra.
Essa vivência competitiva, segundo Kawasaki, foi determinante para moldar a disciplina e a mentalidade que mais tarde o levariam ao sucesso no mercado. Em entrevista ao programa A Arte do Trade, do canal GainCast, o trader explicou como a lógica do jogo ainda influencia diretamente sua metodologia no day trade.
Do game para o mercado
Para Kawasaki, o paralelo entre o universo gamer e o mercado financeiro é evidente. Assim como no esporte tradicional, o Counter-Strike exige alta performance, concentração e preparação constante.
“No CS, tudo acontece muito rápido. Você precisa decidir em segundos se avança ou recua. No mercado, é igual: se hesitar, perde o movimento”, compara.
Essa capacidade de tomar decisões rápidas sob pressão foi, segundo ele, um diferencial em sua transição para o trading.
A importância de aprender a perder
Outro ponto que Kawasaki destaca é o valor da derrota como ferramenta de aprendizado. No jogo ou no mercado, não há como vencer sempre — e a forma de lidar com perdas é o que separa profissionais de amadores.
“O trader precisa assimilar a derrota e evoluir a partir dela. É essa mentalidade que faz diferença”, afirma.
Essa visão orientada para performance, e não apenas para resultados, tornou-se uma marca do seu estilo de operar.
Estratégia e leitura de cenário
Se a velocidade de reação é essencial, a estratégia também ocupa papel central. No Counter-Strike, a leitura do mapa e a observação da movimentação dos adversários permitiam a Kawasaki antecipar jogadas. Hoje, no mercado, a lógica é semelhante.
“Você precisa encontrar as brechas. No mercado, isso significa enxergar oportunidades antes da maioria. Não é atalho, não é fórmula mágica. É identificar uma vantagem e aproveitá-la enquanto ela existe”, explica.
Trader raiz
Atualmente, Kawasaki opera uma variedade de ativos: dólar, índice, ações e até contratos futuros de Bitcoin. Sua metodologia mescla análise técnica clássica com leitura de fluxo e avaliação de contexto macroeconômico em tempo real.
Apesar da versatilidade, ele garante que a essência permanece a mesma de quando competia no mundo gamer: disciplina, foco e busca incessante por performance.
“No final, é tudo sobre performance. Quem treina todos os dias, seja no game ou no mercado, aumenta suas chances de vencer”, resume.
Fonte: Programa A Arte do Trade (episódio 9, temporada 3), canal GainCast.


